domingo, 19 de abril de 2020

Um Poema de Alejandra Pizarnik



Ela se despe no paraíso
da sua memória
ela ignora o destino feroz
de suas visões
ela tem medo de não saber como nomear
o que não existe

Em a “Árvore de Diana". Alejandra Pizarnik

pintura por Sandra Sedmak Engel, pintora americana

 Alejandra Pizarnik nasceu no dia 29 de abril de 1936, em Avellaneda, cidade da região metropolitana de Buenos Aires. Seu primeiro livro de poemas, La tierra más ajena, foi publicado em 1955 e assinado como Flora Alejandra Pizarnik. Em seguida vieram La última inocencia, de 1956, e Las aventuras perdidas, de 1958. Estudou filosofia, letras e jornalismo, porém sem concluir os estudos universitários. Em 1960, mudou-se para Paris, onde viveu durante quatro anos e travou amizades com os escritores Julio Cortázar e Octavio Paz, tendo este último escrito o prólogo de seu livro seguinte, Árbol de Diana, de 1962. Em 1965, após seu retorno à Argentina, publica Los trabajos y las noches. Seus livros seguintes são Extracción de la Piedra de Locura, de 1968, e El Infierno Musical, de 1971. Em 1972, aos 36 anos, Pizarnik morre após ingerir uma quantidade letal de barbitúricos, deixando escrito na lousa de seu apartamento: "Não quero ir/ nada mais/ que até o fundo."


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