terça-feira, 4 de abril de 2017

Ícones


...são signos, que muitos erroneamente chamam de Avatares – estes, as encarnações budistas, não escolhemos – que são maneiras de dizer o que não deve ser dito ou não queremos dizer explicitamente.  No fundo, pequenas censuras permitidas ao nosso “Eu” íntimo.
          Nestas revelações, acabamos muitas vezes misturando signos objetivos que nos representam profissionalmente, criados dentro de uma técnica de comunicação visual, com as representações de nossa “desrazão”, a voz do inconsciente, liberando as diferentes “Personas” que nos habitam. 
Assim, aquela jovem senhora, inteligente e profissional pode desnudar-se: ora revelando ser sedutora e artisticamente sexy, ora esportiva.  Noutro dia, engajada musa militante.  Pode cantar odes à beleza da Natureza, apresentando-se com um olhar “orgânico”, mas carregado de um certo erotismo. 
          No dia seguinte, elegante e clássica.
          E seu perfume a inebriar...


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